Perfil do autor

José Cláudio Rocha

José Cláudio Rocha, autor da obra A reinvenção solidária e participativa da universidade publicada em 2008, pela EDUNEB, é bacharel em Ciências Econômicas e Direito, Mestre e Doutor em Educação pela UFBA. Atualmente, Rocha ministra aulas e ocupa a direção do Departamento de Ciências Humanas e Tecnologias DCHT-UNEB, campus XIX, em Camaçari.

 Abaixo você confere as respostas da entrevista realizada por e-mail com o José Cláudio Rocha.

 A TRAJETÓRIA PRÉ-ACADÊMICA

Gosto de destacar em minha trajetória que sendo filho de uma família humilde, com oito filhos e residente em um bairro popular da cidade do Salvador, sempre fui um destinatário do ensino público e, por este motivo, sou um grande defensor da escola e da universidade pública.  

Participar das atividades da universidade é sempre um prazer, porque quero colaborar para que outras pessoas de poder aquisitivo limitado possam chegar à universidade e concluir o ensino superior.  

Realizei o ensino fundamental no Colégio público Estadual Eduardo Mamede no bairro de Nazaré, depois fiz o segundo grau no Colégio Estadual Severino Vieira, sendo colega de professores da UNEB como o professor e antropólogo Marcos Messeder e nossa vice-reitora, professora Amélia.

DA GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS ECONÔMICAS ÀS PESQUISAS SOBRE OS DIREITOS HUMANOS E ÉTICA 

Entre 1984 e 1988 conclui minha graduação na Faculdade de Economia da UFBA. Ao sair, participei dos programas de formação profissional para trainee de empresas como a Brahma, Mac Donalds e Viação Itapemirim.

Fiquei na Itapemirim como gerente financeiro até iniciar o curso de direito. Infelizmente, não foi possível conciliar o estudo com o trabalho e desisti do emprego para concluir o novo curso.

Como não podia ficar sem trabalhar, prestei concurso público para lecionar no ensino médio e acabei voltando para o Colégio Estadual Severino Vieira, agora como professor, onde fiquei por doze anos. Durante o curso de direito, fui estagiar em uma associação de advogados com trabalhos junto aos movimentos sociais e comecei a ter contato mais freqüente com as questões de direitos humanos.  

Depois da conclusão do curso, participei da criação do Fórum de Entidades de Direitos humanos da Bahia,  do Movimento Nacional de Direitos Humanos e da Comissão de Direitos Humanos da OAB na Bahia. Hoje, na universidade, desenvolvo um trabalho com a educação em direitos humanos e meio ambiente. 

 A REINVENÇÃO SOLIDÁRIA E PARTICIPATIVA NA UNIVERSIDADE – ORIGEM, PROCESSSO DE ELABORAÇÃO E DESTAQUES DA OBRA 

O livro foi escrito a partir da minha tese de doutorado defendida na Faculdade de Educação da UFBA. Participei de um concurso de teses e dissertações organizado pela EDUNEB e pela PPG (Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação), em 2007, e venci a categoria Ciências Humanas, o que me dá muito orgulho. O prêmio obtido com o concurso foi a publicação do livro pelo selo Propublic (Programa de Apoio às Publicações Científicas da UNEB) da EDUNEB/PPG.

 Como nunca me afastei do trabalho para realizar as atividades de pós-graduação, levei 5 anos na construção da minha pesquisa de doutorado. Realizava os estudos nas horas vagas e reservava o período das férias para fazer o trabalho de campo e participar de congressos.  Além disso, tive a oportunidade de participar de diversos projetos de pesquisa dentro da UFBA. Tive que viajar muito também, porque um dos meus orientadores, o professor Edivaldo Boaventura, me disse, certa vez, que não poderia falar sobre universidade e extensão universitária conhecendo somente a experiência da UFBA e da UNEB. Passei então a viajar pelo Brasil e pela América Latina para conhecer novos projetos, estive na Argentina, México, Peru, Cuba conhecendo experiências no campo da extensão.  Depois da defesa da tese, precisei de mais um ano para transformar o trabalho em livro.

 A possibilidade de ter o livro publicado pela EDUNEB foi uma grande alegria e honra para mim, pois tenho um profundo respeito pelas Editoras Universitárias. Quem trabalha com os temas ligados as universidades vai sempre recorrer a textos publicados por editoras universitárias. A EDUNEB é uma editora respeitada e comprometida com a produção de um material de excelente qualidade, além de ser bem classificada no ranking nacional. Hoje, com a tecnologia da informação e comunicação tenho a certeza que cada vez mais os livros das editoras universitárias serão lidos pelo  grande público.  

 Quanto ao livro, eu procuro trazer nele uma proposta de universidade com forte compromisso social, que busca integrar a teoria das redes sociais e territoriais nas análises sobre a universidade, em especial,  a extensão universitária no país e no mundo. No texto, buscamos um diálogo com aqueles preocupados com a Responsabilidade Social Universitária (RSU) e com a recuperação da sua legitimidade junto à comunidade, em tempos de globalização e aprofundamento da exclusão social.

 O DIA-A-DIA DE JOSÉ CLÁUDIO ROCHA 

Como professor universitário e jurista, meu dia é dedicado à leitura de livros e textos e a produção de documentos como artigos, projetos, etc.. No final de semana, aproveito o tempo para o futebol e a família.

Não sou do tipo que acha que o prazer, o lazer e a felicidade podem ser encontrados fora das atividades cotidianas do trabalho. Acredito que devemos buscar ser felizes a todos instantes, inclusive, no trabalho pois não creio em um lazer alienado. Por este motivo, o que mais gosto de fazer no momento é pesquisar sobre assuntos diversos (sou um grande adepto da internet), leio vários livros ao mesmo tempo, e  gosto de produzir textos sobre assuntos variados, desde coisas do dia-a-dia como futebol e cultura até textos científicos. Tenho também um forte interesse pela participação social e nas horas vagas, participo de associações e grupos organizados que trabalham com cultura e esporte como, por exemplo, a Confraria dos Esportes, que se reúne regularmente em locais como o pavilhão de aulas da UFBA, a Fonte Nova e hoje em Pituaçu. Esse grupo foi formado a partir de colaboradores do Caderno de Esportes do Jornal.

 PROJETOS EM ANDAMENTO

Apresentei um novo livro a EDUNEB e estou encaminhando uma obra para uma editora em São Paulo. Também tenho projeto de escrever alguns livros com os colegas aqui da UNEB.

Foto: Google

___________________________________________________________________________________

Cristina Maria d‘Ávila Teixeira Maheu

4 de setembro de 2009

O professor deve assumir sua autoria na sala de aula. Mas, diante de todas as dificuldades de formação e de suas condições de trabalho, o professor é, muitas vezes, refém do livro didático, reproduzindo  seu conteúdo no curso da mediação didática. A autora que participa essa semana da seção Perfil do autor discute esta mediação e, no seu seio, o eclipse que o livro didático causa entre o professor e os alunos, quando o primeiro não se percebe como autor do seu próprio trabalho.

Cristina Maria d’Ávila Teixeira Maheu é pedagoga, doutora em educação e pós-doutora em Formação de professores pela Universidade de Montréal, Québec, Canadá. Em 2008, ela publicou a obra Decifra-me ou te devorarei – O que pode o professor frente ao livro didático? com a EDUFBA e EDUNEB. Atualmente, ela ministra aulas nas duas universidades públicas de Salvador.

A obra foi resultado da tese de doutorado de Cristina. Quando escrevemos e defendemos uma tese é nosso dever divulgá-la e a melhor maneira de fazê-lo é publicando um livro. Espero que com isto esteja contribuindo para a formação e prática de nossos professores do ensino fundamental, no que diz respeito à mediação didática e uso do livro didático na sala de aula, afirma a professora.

O processo de elaboração, segundo ela foi difícil, porém prazeroso. Qualquer pessoa que deseja publicar uma produção acadêmica em forma de livro tem que transformar a linguagem técnica e acadêmica. No caso de Cristina não foi diferente, a tese de doutorado teve que passar por uma adaptação na linguagem, que fia deixou mais palatável. Dessa forma, o livro pode ser facilmente lido tanto por estudantes de licenciatura, pós-graduação quanto por professores da educação básica.

Além da vida acadêmica, ministrando aulas ou em projetos de pesquisas, a professora Cristina também gosta muito de cantar. Durante a entrevista concedida por email ela nos convida para seu show.

Vou fazer um show de canções francesas no dia 1º de outubro na Aliança Francesa às 20h00 e no Teatro do SESI, dia 14 de outubro, também às 20h00. Todos vocês estão convidados e espero que possam ir me prestigiar nesta estréia.

 

Em breve, Cristina lançará pela Editora CRV de Curitiba o título: Ser professor na contemporaneidade: desafios, ludicidade e protagonismo. Além dessa publicação, ela deseja lançar um livro de Didática com o apoio da EDUNEB.

A professora ainda destaca um evento produzido na UFBA, em parceria com a UNEB – o Fórum de didática e prática de ensino que acontecerá entre os dias 21 e 23 de setembro.

____________________________________________________________________________________________

Rina Tereza D’Angelo Nunes

14 de agosto de 2009

Bacharel em Fonoaudiologia pela PUC-Camp, em 1977 e mestra em Fonoaudiologia pela PUC-SP, em 2007, Rina Tereza D’Angelo Nunes conheceu a área de fonoaudiologia quando fazia o curso de Magistério em 1973. Segundo a professora, na época, a profissão era pouco conhecida, mas, mesmo assim, ela se encantou com a possibilidade de cuidar de pessoas com dificuldades de comunicação. “Hoje tenho certeza que fiz a escolha certa”, palavras de Rina.

A vida em salas de aulas começou em 1979, quando, durante quatro anos, ela lecionou no curso de fonoaudiologia da PUC – Camp, especificamente na área de cuidados às pessoas que gaguejam. Hoje, Rina faz parte do curso de fonoaudiologia da UNEB, ela acompanha a implantação e estruturação do curso, desde 2001. A professora também trabalhou durante um ano na UNIME, em 2006.

Autocuidado para pessoas com gagueira

Em 2008, Rina fez a tradução do livro Self-therapy for the Stutterer, escrito por Malcolm Fraser (Autocuidado para pessoas com gagueira) que foi publicado pela EDUNEB.  A idéia da tradução surgiu da observação feita por um paciente adulto, que ela atendeu por alguns anos e que leu trechos do livro durante a terapia. Segundo a professora, o paciente comentou que embora muitas das informações contidas no livro naquele momento já fossem conhecidas em função do próprio tratamento, se ele tivesse tido a possibilidade desta leitura na adolescência teria não só antecipado a busca de ajuda profissional, bem como acelerado a desmistificação de algumas idéias a respeito dos seus problemas com a gagueira.

O escasso material informativo em língua portuguesa destinado às pessoas que gaguejam, assim como dificuldades de acesso por grande parte da população ao atendimento fonoaudiológico e desconhecimento da ajuda que o profissional fonoaudiólogo pode oferecer mobilizaram Rina a procurar a Sra. Jane Fraser, filha do autor e presidente da Stuttering Foundation of Stutterer of América para a solicitar a permissão para a tradução da obra.

A obra tem por objetivo ajudar em termos de informação e orientação as pessoas que gaguejam, apoiando-as na sua luta por conhecer e conviver melhor com o falante que buscam ser e também o reconhecimento e valorização do trabalho fonoaudiológico, afirma Rina.

rinaProfessora Rina no lançamento do livro em 2008.

A professora, que adora literatura, cinema, viagens e a família, está na expectativa de que sua dissertação sobre História da Fonoaudiologia em Salvador possa ser publicada. A obra oferecerá às pessoas interessadas, principalmente alunos em formação, a possibilidade de conhecer as lutas enfrentadas pelas precursoras.

__________________________________________________________________________________

Narcimária Correia do Patrocínio Luz

24 de julho de 2009

Educação. Essa é a área que a participante da seção Perfil do autor dessa quinzena atua. Ela é Narcimária Correia do Patrocínio Luz, professora do Departamento de Educação do Campus I da UNEB e publicou o livro Tecendo Contemporaneidade pela EDUNEB. Narcimária é Graduada em Pedagogia pela Faculdade de Educação da Bahia (1983), tem mestrado em Educação pela Universidade Federal da Bahia (1990) , doutorado em Educação pela Universidade Federal da Bahia (1997) e Pós-Doutorado em Comunicação e Cultura na Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro(2008).

No dia-a-dia, ela se divide entre cuidar da família e seguir os projetos em que está envolvida.

Acompanhe abaixo algumas perguntas feitas por email à professora.

1.    Por que decidiu trabalhar com Educação?

Sou filha de educadores. Minha casa era um espaço que acolhia grupos de estudos e debates sobre Educação. Vi nascer muitas iniciativas interessantes na área de Educação na Bahia. Então, desde menina já me identificava com Educação. Alguns alunas/os de minha mãe sempre que me encontram em palestras ou em cursos dizem que eu me expresso da mesma forma que ela.

2.    Vi que você articula a educação com a comunicação e as diferenças culturais. Como isso é desenvolvido em seu trabalho?

A Bahia abriga uma rica tradição cultural africana, uma das mais expressivas do mundo, de onde se desdobram formas de comunicação próprias das comunidades afro-brasileiras. São formas de comunicação que constituem um universo simbólico singular, sustentando narrativas de elaboração de mundo, que influenciam uma combinação de linguagens importantes como por exemplo: mitos, contos, cantigas, códigos de cores, música polirrítmica de base percussiva, vestuário, códigos de gestos compondo danças e dramatizações, culinária, arquiteturas, paisagens, enfim uma sucessão de linguagens que estruturam o universo comunicacional milenar africano. Sobre essa perspectiva do meu trabalho científico acadêmico no campo da  Comunicação e Cultura é importante destacar um comentário do Professor Doutor Muniz Sodré presidente da Fundação Biblioteca Nacional-FBN que acompanha há muito nossa produção na Bahia:”…De fato, num mundo cada vez mais caracterizado pela evidência da diversidade cultural,faz-se imprescindível para a teoria e práticas pedagógicas a elaboração de metodologias capazes de contemplar as singularidades culturais dos territórios. Parece-me ser bem este o caso da Bahia,com seu forte substrato africano atuante na vida quotidiana de diferentes estratos populacionais.O trabalho de Narcimária Luz caminha neste sentido, por isto é valioso.”

3.    Quando e como surgiu a vontade de montar a obra Tecendo contemporaneidade?

Foi uma produção coletiva envolvendo mestrandos/as do Programa em Educação e Contemporaneidade no segundo semestre de 2005 no âmbito da disciplina sob a minha responsabilidade na época: Educação e Contemporaneidade. Basicamente, eu e meus alunos/as nos dedicamos a fazer um conjunto das entrevistas considerando as questões e temas de pesquisa dos/as mestrandos/as e seus orientadores/as a exemplo:das vivências na área de Educação Infantil, Ensino Fundamental, Educação de Jovens e Adultos, Ensino Superior, as tendências das políticas de Educação, as relações sociocomunitárias que caracterizam  territorialidades da Bahia  que influenciam a dinâmica dos grupos de pesquisa,tudo isso está  nas entrevistas que se  interpenetram e intercambiam enriquecendo o debate e inquietando os leitores/as. A idéia foi bem acolhida pela EDUNEB que nos apoiou na publicação e  divulgação desse trabalho na Bahia e em outras regiões do Brasil.

4.    Quais outras paixões da professora Narcimária?

Nas minhas atividades e projetos no âmbito do PRODESE-Programa Descolonização e Educação que coordeno na UNEB/CNPq vivo com muito entusiasmo o projeto de extensão envolvendo comunidades tradicionais na Bahia que se chama” Dayó: compartilhando  a alegria sociexistencial em comunidades africano-brasileiras”. Atualmente estamos desenvolvendo uma importante parceria com a ACRA-Associação Crianças Raízes do Abaeté em Itapuã O atendo um público de aproximadamente  160 pessoas envolvendo crianças e jovens moradores do bairro de Itapuã.

Essas crianças e jovens formam as gerações de descendentes de indígenas e africanos que durante séculos estabeleceram vínculos de sociabilidades importantes tendo o mar, a lagoa do Abaeté e suas dunas como referência fundamental.Nesse legado estão incluídos:pescadores,lavadeiras e ganhadeiras profissões que ainda exercem importância na história do lugar. O Dayó conta com bolsas de monitoria do Departamento de Educação do campus I envolvendo as graduandas Rosângela Accioly Lins Correia, Paula Cristina Grejianin e Daniela Santana Cidreira dos Santos

5.    O que você mais destaca no livro Tecendo contemporaneidade?

Acredito que o livro abri de modo instigante um debate interessante sobre Educação e Contemporaneidade inclusive valorizando a produção de conhecimento que realizamos na região nordeste de modo especial  na Bahia e a partir dos valores que caracterizam a nossa população.

6.    E o que vem por aí?

Estamos com vários projetos inclusive um dele será publicado pela  na EDUNEB:”Itapuã:quem te viu e quem te vê” um auto-coreogáfico para crianças e jovens da Bahia que apela para a linguagem lúdico-estética africana e que é fruto do meu estágio pós-doutoral na Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

______________________________________________________________________________________________________________________________________________

Valter Gomes Santos de Oliveira

 10 de julho de 2009

ValterNada como começar a seção Perfil do autor do Blog EDUNEB com um dos primeiros autores que publicou uma obra pela nossa editora. O livro, Arte e cidade: Imagens de Jacobina, organizada por Valter Gomes junto professor Alan Sampaio, foi lançado em 2006, e deu visibilidade a artistas até então desconhecido do grande público.

Valter Gomes nasceu, estudou História e hoje trabalha e vive em Jacobina. O professor admite que gosta muito de viver na cidade. “Trabalhei e estudei fora, mas sempre com os pés aqui. Parafraseando Chico Science, costumo pensar que mantenho os pés em Jacobina e a cabeça na imensidão”.

Em 1992, Valter escolheu fazer seu curso superior em Jacobina; não tinha muita opção. A graduação escolhida foi História; segundo ele, era uma das disciplinas favoritas na escola. Dois anos depois, ainda com a graduação em curso, o estudante começou a lecionar História com o ensino básico e fundamental em Jacobina e Morro do Chapéu.

1998 foi um ano marcante para Valter Gomes. Neste ano, o professor voltou à universidade que se formara para deixar sua contribuição, agora como professor. Daí para frente, salas de aulas de cidades como Caetité, Senhor do Bonfim, Rui Barbosa, Ipirá e Riacho de Santana também tiveram a presença de Valter.

Hoje, a formação de Valter contempla: Licenciatura em História (UNEB), especialização em Teoria e Metodologia da História (UEFS) e mestrado em História Social (UFBA). No momento, o professor se prepara para o doutorado que envolve, além da História, outra paixão que antecede a esta: a fotografia. Valter reproduziu fotografias antigas de Jacobina e criou um acervo particular. Um tempo depois, o professor descobriu que podia unir a “paixão pela fotografia aos estudos históricos”. A partir daí, ele desenvolveu pesquisa sobre fotografia e memória urbana na UNEB e no mestrado.

É fácil entender a paixão de Valter por Jacobina; localizada a aproximadamente 330 km de Salvador, a cidade é rodeada por serras, morros, lagos, rios e cachoeiras. Nos fins de semana, o professor costuma tomar banho de cachoeira e fotografar. “Não perco a oportunidade de sair para curtir a natureza”. Durante o dia-a-dia, quando não está dando aula ou desenvolvendo alguma atividade na UNEB, o professor estuda, conversa com amigos e curte os dois filhos. “Vivo no interior porque gosto do estilo de vida que me proporciona”. Ele nem se preocupa com os engarrafamentos, já que o campus da UNEB fica tão perto da casa dele, que o professor costuma dar aula a pé.

Em 2006, aconteceu, em Jacobina, à exposição Arte e Cidade, idealizada por Alan Sampaio, Washington Drummond e Valter Gomes como atividade do Núcleo de Estudos de Cultura e Cidade (NECC) da UNEB. O grupo concorreu e ganhou o patrocínio do Banco Nordeste pelo edital BNB de Cultura.

Foi durante a preparação da exposição que o grupo percebeu que poderia publicar as 104 obras visuais em fotografia, pintura, traços sobre fotografia e uma instalação fotográfica que tinham a cidade de Jacobina como tema.

Ficou decidido que além dos textos que serviram de base para os estudos e pesquisas, mais dois colegas e uma ex-aluna participariam da obra. A organização coube a Valter, que defendia o fato deles trabalharem dando aula, pesquisando e desenvolvendo extensão na UNEB, e Alan Sampaio (um dos próximos autores a aparecer nessa seção).

O resultado é este aí.

________________________________________________________________________________________________________

Capa do livroARTE E CIDADE
Imagens de Jacobina

A obra reúne diversos artistas em torno da temática da cidade de Jacobina e propõe um novo olhar sobre a cidade, retratando elementos da sua história, arquitetura,
beleza  natural  e  povo através  de  imagens  e  textos reflexivos. É composta por  trabalhos das três exposições que compuseram a segunda edição da Arte e Cidade, a Memória  fotográfica  de  Jacobina,  uma  coletiva  de imagens do século XX, a Narrativas Urbanas, que possui a fotografia como referência e a Cores da Cidade, que retrata as histórias e os locais de Jacobina, privilegiando as manifestações culturais, os símbolos, os personagens de rua e os traçados urbanos da cidade.

Autores :Alan da Silva Sampaio e Valter Gomes Santos de Oliveira
ISBN: 85-86873-58-68
Ano: 2006
Formato: 15×15 cm
Número de páginas: 144

________________________________________________________________________________________________________

Será que podemos esperar em breve uma nova obra? (Foi a minha última pergunta da entrevista concedida por email)

Espero que sim. Estamos com mais um livro preparado que é uma coletânea sobre culturas urbanas no interior da Bahia. É novamente uma obra fruto de pesquisas desenvolvidas pelo Núcleo de Estudos de Cultura e Cidade em Jacobina.

Por: Adalton dos Anjos

5 Comentários Add your own

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Trackback this post  |  Subscribe to the comments via RSS Feed


%d blogueiros gostam disto: